Quiz: Morfologia e Sintaxe do Português (66 perguntas)

Perguntas e respostas detalhadas

1. Qual é a diferença entre fonema e letra?

Fonema é a representação gráfica de um som; letra é a menor unidade sonora capaz de distinguir palavras.
Fonema é uma sílaba pronunciada; letra é o conjunto de sons que forma uma palavra.
Fonema é uma consoante da palavra; letra é uma vogal usada para representá-la.
Fonema é a menor unidade sonora capaz de distinguir palavras; letra é a representação gráfica de um som.

Fonema é a menor unidade sonora capaz de distinguir palavras; letra é a representação gráfica de um som.

Explicação

O fonema pertence ao plano sonoro e pode distinguir palavras, enquanto a letra representa graficamente um som. A alternativa que inverte essas definições confunde a unidade sonora com sua representação escrita.

2. Em uma palavra com dígrafo, o que ocorre entre as duas letras que o formam?

As duas letras representam uma vogal e uma semivogal na mesma sílaba.
As duas letras representam sons independentes na mesma sílaba.
As duas letras formam duas sílabas com sons semelhantes.
As duas letras representam um único som.

As duas letras representam um único som.

Explicação

Dígrafo é o encontro de duas letras que corresponde a um único som. Já no encontro consonantal, as consoantes mantêm sons independentes, por isso essa alternativa é uma confusão comum.

3. Na separação silábica, como se distingue um encontro consonantal perfeito de um imperfeito?

No perfeito, as consoantes ficam na mesma sílaba; no imperfeito, ficam em sílabas separadas e vizinhas.
No perfeito, as consoantes ficam em sílabas separadas; no imperfeito, ficam na mesma sílaba.
No perfeito, as consoantes ficam em sílabas não vizinhas; no imperfeito, ficam em sílabas vizinhas.
No perfeito, as consoantes representam um som; no imperfeito, representam sons independentes.

No perfeito, as consoantes ficam na mesma sílaba; no imperfeito, ficam em sílabas separadas e vizinhas.

Explicação

No encontro perfeito, as consoantes de sons independentes permanecem juntas na mesma sílaba; no imperfeito, são separadas entre sílabas vizinhas. A inversão dessa distribuição troca justamente os critérios que distinguem os dois tipos.

4. Qual sequência associa corretamente cada encontro vocálico à sua característica?

Ditongo: duas vogais em sílabas separadas; tritongo: semivogal e vogal na mesma sílaba; hiato: vogal entre duas semivogais.
Ditongo: semivogal e vogal na mesma sílaba; tritongo: vogal entre duas semivogais; hiato: vogais em sílabas separadas.
Ditongo: duas semivogais na mesma sílaba; tritongo: duas vogais em sílabas separadas; hiato: vogal entre duas semivogais.
Ditongo: vogal entre duas semivogais; tritongo: duas vogais em sílabas separadas; hiato: semivogal e vogal na mesma sílaba.

Ditongo: semivogal e vogal na mesma sílaba; tritongo: vogal entre duas semivogais; hiato: vogais em sílabas separadas.

Explicação

O ditongo reúne semivogal e vogal na mesma sílaba, o tritongo coloca uma vogal entre duas semivogais e o hiato separa as vogais em sílabas distintas. A alternativa que atribui ao ditongo vogais em sílabas separadas descreve, na verdade, o hiato.

5. Em uma análise morfológica, o que caracteriza o radical de uma palavra?

É o elemento que liga a base à desinência e varia conforme a conjugação.
É o afixo acrescentado antes da base para alterar seu sentido.
É a terminação que indica gênero e número nos nomes.
É a base que contém a essência da palavra e, em regra, não se modifica.

É a base que contém a essência da palavra e, em regra, não se modifica.

Explicação

O radical é a base que concentra a essência da palavra e geralmente permanece estável. A ligação entre o radical e a desinência, ao contrário, é função da vogal temática.

6. Ao comparar desinências nominais e verbais, que informação cada tipo pode indicar?

A nominal indica modo e pessoa; a verbal indica gênero e classe gramatical.
A nominal indica pessoa e tempo; a verbal indica gênero e número.
A nominal indica radical e vogal temática; a verbal indica prefixo e sufixo.
A nominal indica gênero e número; a verbal pode indicar número e pessoa ou modo e tempo.

A nominal indica gênero e número; a verbal pode indicar número e pessoa ou modo e tempo.

Explicação

A desinência nominal marca gênero e número, enquanto a verbal pode marcar número e pessoa ou modo e tempo. Atribuir gênero e número à desinência verbal é a confusão entre as funções dos dois tipos.

7. Qual processo de formação explica a criação de uma palavra por acréscimo de afixo ao radical?

Derivação, que também pode ocorrer por mudança de classe gramatical ou supressão de uma forma primitiva.
Aglutinação, que ocorre quando dois radicais se unem com supressão fonética.
Composição, que ocorre quando dois radicais se unem sem alteração fonética.
Flexão, que altera a forma da palavra para indicar gênero, número, pessoa ou tempo.

Derivação, que também pode ocorrer por mudança de classe gramatical ou supressão de uma forma primitiva.

Explicação

A derivação inclui a formação por acréscimo de afixos e também pode ocorrer por mudança de classe gramatical ou supressão de uma forma primitiva. A união de dois radicais caracteriza composição, não derivação.

8. Uma palavra formada pela união de radicais sem alteração fonética resulta de qual tipo de composição?

Derivação, pois um radical recebe um afixo sem alterar sua forma.
Aglutinação, pois os radicais se unem sem alteração fonética.
Justaposição, pois os radicais se unem sem alteração fonética.
Parassíntese, pois prefixo e sufixo são acrescentados simultaneamente.

Justaposição, pois os radicais se unem sem alteração fonética.

Explicação

Na justaposição, os radicais se unem sem alteração fonética; na aglutinação, há supressão fonética. Portanto, atribuir a ausência de alteração à aglutinação troca o critério que distingue os dois processos.

9. Ao acrescentar um prefixo a uma palavra, em qual situação se usa hífen pela regra das vogais?

Quando o prefixo termina com a mesma vogal que inicia a palavra seguinte; com vogais diferentes, em geral, não se usa hífen.
Quando o prefixo termina em consoante e a palavra seguinte começa por vogal; entre vogais, em geral, não se usa hífen.
Quando o prefixo termina com vogal diferente da que inicia a palavra seguinte; com vogais iguais, em geral, não se usa hífen.
Quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte começa por consoante; entre vogais, em geral, usa-se hífen.

Quando o prefixo termina com a mesma vogal que inicia a palavra seguinte; com vogais diferentes, em geral, não se usa hífen.

Explicação

A regra prevê hífen quando as vogais que se encontram são iguais e, em geral, ausência de hífen quando são diferentes. A alternativa que inverte essa relação corresponde à confusão mais provável.

10. Como se escreve uma palavra formada por anti- antes de uma base iniciada por s, seguindo a regra de prefixação?

Sem hífen e com o s inicial simples, como em antisocial.
Com hífen e com duplicação do s inicial, como em anti-ssocial.
Sem hífen e com duplicação do s inicial, como em antissocial.
Com hífen e com o s inicial simples, como em anti-social.

Sem hífen e com duplicação do s inicial, como em antissocial.

Explicação

Com prefixos como anti- diante de palavra iniciada por r ou s, não se usa hífen e a consoante inicial é duplicada, como em antissocial. A forma com hífen e consoante simples não aplica essa regra.

11. Na frase “A menina encontrou um caderno”, qual é a função de “A” em relação a “menina”?

Indicar uma circunstância da ação, modificando o verbo da oração.
Qualificar o substantivo, indicando uma característica e exercendo função de predicativo.
Acompanhar o substantivo, variando em gênero e número e exercendo função de adjunto adnominal.
Substituir o substantivo, retomando uma pessoa já mencionada no discurso.

Acompanhar o substantivo, variando em gênero e número e exercendo função de adjunto adnominal.

Explicação

“A” é artigo: acompanha e determina o substantivo, além de exercer a função de adjunto adnominal. Um adjetivo qualificaria a menina, em vez de acompanhá-la como artigo.

12. Ao comparar “um livro” com “o livro”, que diferença de sentido os artigos expressam?

“Um” apresenta o livro de forma inespecífica, enquanto “o” determina um livro identificado.
“Um” determina um livro identificado, enquanto “o” apresenta qualquer livro de forma inespecífica.
“Um” indica que o livro é plural, enquanto “o” indica que o livro é singular.
“Um” qualifica o livro, enquanto “o” substitui o substantivo na oração.

“Um” apresenta o livro de forma inespecífica, enquanto “o” determina um livro identificado.

Explicação

O artigo indefinido “um” apresenta o substantivo sem especificá-lo, enquanto o definido “o” o determina. A diferença não indica plural ou singular, pois ambos estão no singular.

13. Qual característica distingue o substantivo de uma classe que apenas qualifica nomes?

Indica circunstâncias e modifica verbos, adjetivos, advérbios ou orações.
Acompanha o substantivo e varia em gênero e número para determinar sua referência.
Nomeia seres, coisas, sentimentos, qualidades ou ações e pode flexionar-se em gênero, número e grau.
Qualifica ou especifica o substantivo, concordando com ele em gênero e número.

Nomeia seres, coisas, sentimentos, qualidades ou ações e pode flexionar-se em gênero, número e grau.

Explicação

O substantivo nomeia diferentes tipos de entidades e pode flexionar-se em gênero, número e grau. A classe que qualifica ou especifica o substantivo é o adjetivo.

14. Na expressão “uma resposta precisa”, qual é o papel de “precisa”?

Determinar o substantivo “resposta” como artigo definido.
Nomear uma qualidade que funciona como substantivo na expressão.
Modificar o verbo da oração, indicando uma circunstância.
Qualificar ou especificar o substantivo “resposta”.

Qualificar ou especificar o substantivo “resposta”.

Explicação

“Precisa” é adjetivo porque qualifica ou especifica o substantivo “resposta”. Um advérbio poderia modificar um verbo, adjetivo, outro advérbio ou uma oração, mas não o substantivo.

15. Em “Ela tem medo de cachorro”, como se classifica “de cachorro” em relação ao termo que completa?

Complemento verbal, pois completa o nome “medo”.
Complemento nominal, pois completa o nome “medo”.
Objeto direto, pois completa o verbo “tem” sem preposição.
Objeto indireto, pois completa o verbo “tem”.

Complemento nominal, pois completa o nome “medo”.

Explicação

“De cachorro” completa o nome “medo”, por isso é complemento nominal. Um objeto indireto completaria um verbo, como ocorre com “de correr” em “gosto de correr”.

16. O que caracteriza uma locução prepositiva?

Uma palavra variável que substitui um substantivo e retoma seu referente.
Uma expressão de duas ou mais palavras que funciona em conjunto como preposição.
Uma expressão verbal que indica uma circunstância de tempo ou lugar.
Uma sequência de palavras que conecta orações com relação de coordenação.

Uma expressão de duas ou mais palavras que funciona em conjunto como preposição.

Explicação

Locução prepositiva é uma expressão formada por duas ou mais palavras que funciona como preposição. Uma sequência que conecta orações estabelece uma relação conjuntiva, não prepositiva.

17. Qual forma pronominal completa adequadamente a frase “O acordo ficou entre ___ e ti”, considerando que nenhum dos pronomes é sujeito de infinitivo?

eu
mim
me
comigo

mim

Explicação

Depois de “entre”, emprega-se o pronome oblíquo tônico “mim”, como em “entre mim e ti”. “Eu” pode aparecer nesse contexto quando funciona como sujeito de um infinitivo, não nesta construção.

18. Qual forma completa corretamente a frase “Este exercício é difícil para ___ resolver”?

mim
eu
comigo
me

eu

Explicação

Usa-se “para eu” porque o pronome é sujeito do infinitivo “resolver”. “Para mim” é usado quando o pronome funciona como complemento, como em “difícil para mim”.

19. Qual colocação do pronome é exigida pela presença do advérbio “não” em “___ disseram a verdade”?

Não me disseram a verdade.
Não disseram-me a verdade.
Não disseram a verdade-me.
Disseram não-me a verdade.

Não me disseram a verdade.

Explicação

A palavra negativa “não” atrai o pronome, exigindo próclise: “Não me disseram”. A ênclise em “disseram-me” não atende à regra nesse contexto.

20. Qual forma completa corretamente a oração iniciada pelo verbo no futuro do presente: “___ os resultados amanhã”?

Divulgar-se-ão os resultados amanhã.
Se divulgarão amanhã os resultados.
Se divulgarão os resultados amanhã.
Divulgarão-se os resultados amanhã.

Divulgar-se-ão os resultados amanhã.

Explicação

Quando o verbo no futuro do presente inicia a oração, emprega-se a mesóclise: “Divulgar-se-ão”. A próclise apresentada nas outras formas não corresponde a essa construção sem palavra atrativa.

21. Que papel uma conjunção desempenha em “Estudou bastante, mas ficou nervoso”?

Determina um substantivo, indicando se ele é conhecido pelo interlocutor.
Modifica o verbo, acrescentando uma circunstância à ação.
Substitui um substantivo para evitar sua repetição na oração.
Conecta termos, frases ou orações e estabelece uma relação entre eles.

Conecta termos, frases ou orações e estabelece uma relação entre eles.

Explicação

A conjunção conecta unidades da língua e estabelece relações de coordenação ou subordinação; em “mas”, há conexão entre orações. Um advérbio, ao contrário, poderia modificar o verbo e indicar uma circunstância.

22. Na frase “Espero que a equipe chegue cedo”, que tipo de oração é introduzida por “que”?

Uma oração coordenada adversativa, que contrapõe duas ideias.
Uma oração substantiva, introduzida por conjunção integrante.
Uma oração adverbial, que expressa uma circunstância entre orações.
Uma oração coordenada conclusiva, que apresenta uma consequência.

Uma oração substantiva, introduzida por conjunção integrante.

Explicação

“Que” introduz a oração substantiva “que a equipe chegue cedo” e funciona como conjunção integrante. Uma conjunção adverbial estabeleceria uma circunstância ou condição entre orações.

23. Qual característica define o verbo como classe de palavras?

Varia em modo, tempo e pessoa e pode expressar ação, fenômeno, estado ou qualidade.
Varia em gênero e grau e pode nomear seres, objetos, lugares ou sentimentos.
Varia em tempo e grau e pode qualificar seres, indicar circunstâncias ou ligar orações.
Varia em número e pessoa e pode substituir nomes, indicar posse ou estabelecer relações.

Varia em modo, tempo e pessoa e pode expressar ação, fenômeno, estado ou qualidade.

Explicação

O verbo varia em modo, tempo e pessoa e pode expressar ação, fenômeno, estado ou qualidade. A alternativa que menciona gênero e grau descreve características associadas a outras classes, não a definição apresentada para verbo.

24. Na estrutura de uma forma verbal, qual elemento reúne o radical e a vogal temática?

A desinência, formada pelo radical ligado à vogal temática.
O radical, formado pela vogal temática e pelas marcas de pessoa.
O tema, formado pelo radical ligado à vogal temática.
A vogal temática, formada pelo tema e pelas marcas de tempo.

O tema, formado pelo radical ligado à vogal temática.

Explicação

O tema reúne o radical e a vogal temática, que liga o radical à desinência. A desinência, ao contrário do que sugere uma alternativa, indica categorias como pessoa, número, modo ou tempo.

25. Uma pessoa formula uma hipótese e, em seguida, dá uma instrução. Que modos verbais correspondem, nessa ordem, a essas intenções?

Subjuntivo para a hipótese e indicativo para a instrução.
Indicativo para a hipótese e subjuntivo para a instrução.
Imperativo para a hipótese e indicativo para a instrução.
Subjuntivo para a hipótese e imperativo para a instrução.

Subjuntivo para a hipótese e imperativo para a instrução.

Explicação

O subjuntivo expressa hipótese, dúvida, desejo ou condição, enquanto o imperativo expressa instruções, ordens, pedidos ou conselhos. O indicativo apresenta ações como certas ou reais, por isso não é o modo próprio da hipótese.

26. Qual tempo verbal é adequado para descrever um hábito que ocorria continuamente durante um período passado?

Pretérito perfeito, que apresenta ações passadas habituais ou contínuas.
Pretérito imperfeito, que apresenta ações passadas habituais ou contínuas.
Presente do indicativo, que apresenta ações encerradas em momento passado.
Pretérito mais-que-perfeito, que apresenta ações atuais ou habituais.

Pretérito imperfeito, que apresenta ações passadas habituais ou contínuas.

Explicação

O pretérito imperfeito apresenta ações habituais ou contínuas no passado. O pretérito perfeito é a alternativa mais próxima, mas caracteriza ações concluídas em um momento passado.

27. Na frase “A pesquisadora necessita de apoio”, como se classifica o verbo quanto à transitividade, considerando o complemento “de apoio”?

Transitivo indireto, pois exige complemento introduzido por preposição.
Transitivo direto, pois exige complemento sem preposição.
Transitivo direto e indireto, pois exige dois complementos distintos.
Intransitivo, pois não exige complemento verbal.

Transitivo indireto, pois exige complemento introduzido por preposição.

Explicação

O verbo é transitivo indireto porque seu complemento, “de apoio”, é preposicionado. O transitivo direto exige complemento sem preposição, distinção que explica por que essa classificação não se aplica.

28. Na frase “Havia vários problemas na proposta”, com sentido de “existiam”, como deve ficar o verbo e qual é a função de “vários problemas”?

No plural, concordando com “vários problemas”, que funciona como objeto direto.
No plural, concordando com “vários problemas”, que funciona como sujeito.
Na terceira pessoa do singular, com “vários problemas” como objeto indireto.
Na terceira pessoa do singular, com “vários problemas” como objeto direto.

Na terceira pessoa do singular, com “vários problemas” como objeto direto.

Explicação

Quando “haver” significa “existir”, é impessoal, fica na terceira pessoa do singular e não tem sujeito; o complemento funciona como objeto direto. A concordância no plural é uma confusão comum, mas não se aplica a esse uso impessoal.

29. Em “O relatório foi revisado pela equipe”, que característica identifica a voz verbal e sua formação?

Voz ativa, formada por “ser” e um particípio; o sujeito pratica a ação.
Voz passiva sintética, formada por verbo transitivo direto e “se”; o sujeito recebe a ação.
Voz passiva analítica, formada por “ser” e um particípio; o sujeito recebe a ação.
Voz reflexiva, formada por “ser” e um particípio; o sujeito pratica e recebe a ação.

Voz passiva analítica, formada por “ser” e um particípio; o sujeito recebe a ação.

Explicação

A frase está na voz passiva analítica, formada pelo verbo “ser” e um particípio, e o sujeito recebe a ação. A passiva sintética, embora também indique voz passiva, forma-se com verbo transitivo direto acompanhado de “se”.

30. Qual forma completa corretamente a frase “No presente do indicativo, eles ___ ao encontro”?

ides
vêm
vão-se
vão

vão

Explicação

A forma de “ir” na terceira pessoa do plural do presente do indicativo é “vão”. “Vêm” é uma forma de “vir”, enquanto “ides” corresponde à segunda pessoa do plural.

31. Qual forma do presente do indicativo de “pôr” completa corretamente “Tu ___ os livros na estante”?

pões-te
pones
pomos
pões

pões

Explicação

Para a segunda pessoa do singular, o presente do indicativo de “pôr” é “pões”. “Pomos” corresponde à primeira pessoa do plural, e “pones” não segue a conjugação apresentada.

32. Ao conjugar “propor” no presente do indicativo, qual padrão deve ser seguido?

O padrão de “por”, tratando “propor” como verbo regular em -or.
O padrão de “pôr”, pois “propor” é um verbo derivado dele.
O padrão de “ir”, pois “propor” compartilha sua irregularidade.
O padrão de “intervir”, pois “propor” é um verbo derivado dele.

O padrão de “pôr”, pois “propor” é um verbo derivado dele.

Explicação

“Propor” é derivado de “pôr” e mantém o padrão de conjugação desse verbo. “Intervir” tem seu próprio padrão irregular, portanto não serve de modelo para “propor”.

33. Na oração «A equipe venceu o campeonato», qual termo é o sujeito?

Venceu, ação expressa pelo verbo da oração
Venceu o campeonato, declaração feita na oração
A equipe, sobre a qual se declara que venceu o campeonato
O campeonato, termo que completa o sentido do verbo

A equipe, sobre a qual se declara que venceu o campeonato

Explicação

O sujeito é o termo sobre o qual se faz uma declaração; nessa oração, declara-se algo sobre «A equipe». «O campeonato» completa o sentido do verbo, mas não é o termo sobre o qual se declara.

34. Em «Chegamos cedo», como se classifica o sujeito, considerando que a forma verbal permite identificá-lo?

Indeterminado, pois não há sujeito identificado pela forma verbal
Composto, pois a ação pode envolver mais de uma pessoa
Simples, pois o verbo apresenta um único núcleo expresso
Oculto, pois não está expresso, mas pode ser identificado pela oração

Oculto, pois não está expresso, mas pode ser identificado pela oração

Explicação

O sujeito é oculto quando não aparece expresso, mas pode ser identificado pela oração; a forma «chegamos» permite reconhecer «nós». O sujeito simples tem um núcleo expresso, enquanto aqui o sujeito não está escrito.

35. Em «Precisa-se de voluntários», como se classifica o sujeito?

Inexistente, pois o verbo indica uma necessidade sem agente
Composto, pois a expressão «de voluntários» contém mais de um termo
Indeterminado, pois «se» acompanha verbo transitivo indireto sem sujeito explícito ou oculto
Simples, pois «voluntários» é o núcleo do sujeito da oração

Indeterminado, pois «se» acompanha verbo transitivo indireto sem sujeito explícito ou oculto

Explicação

Com verbo transitivo indireto acompanhado de «se», sem sujeito explícito ou oculto, o sujeito é indeterminado, e o verbo fica no singular. «De voluntários» é complemento preposicionado, não sujeito da oração.

36. Em «A pesquisadora consultou o catálogo e recorreu à bibliotecária», qual análise dos complementos verbais está correta?

Os dois termos são objetos indiretos, pois designam elementos externos à ação
«O catálogo» é objeto indireto, e «à bibliotecária» é objeto direto
«O catálogo» é objeto direto, e «à bibliotecária» é objeto indireto
Os dois termos são objetos diretos, pois completam o sentido dos verbos

«O catálogo» é objeto direto, e «à bibliotecária» é objeto indireto

Explicação

«Consultou» recebe o complemento «o catálogo» sem preposição necessária, enquanto «recorreu» exige a preposição em «à bibliotecária». Assim, o primeiro é objeto direto e o segundo, objeto indireto.

37. Em «A confiança dos atletas no treinador aumentou», qual análise distingue corretamente «dos atletas» de «no treinador»?

Ambos são complementos nominais, pois aparecem com preposição depois de «confiança»
Ambos são adjuntos adnominais, pois especificam o substantivo «confiança»
«Dos atletas» é complemento nominal ligado a «confiança»; «no treinador» é adjunto adnominal que indica posse
«Dos atletas» é adjunto adnominal que indica quem tem a confiança; «no treinador» é complemento nominal ligado ao substantivo abstrato

«Dos atletas» é adjunto adnominal que indica quem tem a confiança; «no treinador» é complemento nominal ligado ao substantivo abstrato

Explicação

«Dos atletas» indica quem possui a confiança e funciona como adjunto adnominal; «no treinador» completa o sentido do substantivo abstrato «confiança» como complemento nominal. A presença de preposição, por si só, não transforma os dois termos em complementos nominais.

38. Em «A comissão considerou a proposta inviável», qual termo exerce a função de predicativo do objeto?

«A comissão», pois é o termo ao qual se atribui uma característica
«Considerou», pois liga o sujeito a uma característica do objeto
«A proposta», pois recebe diretamente a ação expressa por «considerou»
«Inviável», pois caracteriza «a proposta» por meio de um verbo transobjetivo

«Inviável», pois caracteriza «a proposta» por meio de um verbo transobjetivo

Explicação

«Inviável» caracteriza o objeto «a proposta» por meio do verbo transobjetivo «considerou», sendo predicativo do objeto. «A proposta» é o objeto caracterizado, e não o termo que atribui essa característica.

39. Em «Os técnicos chegaram exaustos», como se classifica o predicado?

Verbo-nominal, pois combina o verbo nocional «chegaram» com uma característica do sujeito
Verbal, pois apresenta verbo nocional sem predicativo associado ao sujeito
Nominal, pois «chegaram» funciona como verbo de ligação antes de uma característica
Nominal, pois «exaustos» funciona como objeto ligado ao verbo

Verbo-nominal, pois combina o verbo nocional «chegaram» com uma característica do sujeito

Explicação

O predicado é verbo-nominal porque «chegaram» expressa uma ação e «exaustos» atribui uma característica ao sujeito. Um predicado verbal não incluiria esse predicativo do sujeito.

40. Considere «A chuva parou, e o sol apareceu». Como se classifica esse enunciado?

Uma oração, pois as duas partes estão unidas por uma conjunção
Período simples, pois os dois verbos formam uma única oração
Período composto, pois contém duas orações, cada uma com verbo
Duas frases sem oração, pois nenhuma delas expressa uma ordem

Período composto, pois contém duas orações, cada uma com verbo

Explicação

Há dois verbos, «parou» e «apareceu», formando duas orações; por isso, o período é composto. A presença de uma conjunção ligando as orações não as transforma em uma única oração.

41. Em «A equipe treinou, mas o jogo foi adiado», qual relação se estabelece entre as duas orações?

Subordinação, pois a primeira oração funciona como termo sintático da segunda
Coordenação, pois cada oração tem sentido completo e não depende sintaticamente da outra
Coordenação, pois a primeira oração modifica um substantivo da segunda
Subordinação, pois a segunda oração depende da conjunção para completar a primeira

Coordenação, pois cada oração tem sentido completo e não depende sintaticamente da outra

Explicação

As duas orações apresentam sentido completo e são coordenadas, embora estejam conectadas por «mas». A conjunção estabelece uma relação entre elas, mas não torna uma oração dependente sintaticamente da outra.

42. Em «Os candidatos, que entregaram os documentos, aguardam o resultado», o que indicam as vírgulas em torno da oração adjetiva?

Que a oração restringe quais candidatos aguardam o resultado
Que a oração acrescenta uma informação explicativa sobre «os candidatos»
Que a oração foi reduzida e não apresenta conjunção
Que a oração funciona como sujeito de «aguardam»

Que a oração acrescenta uma informação explicativa sobre «os candidatos»

Explicação

A oração adjetiva explicativa acrescenta uma informação sobre «os candidatos» e é isolada por vírgulas. Uma oração restritiva delimitando quais candidatos aguardam o resultado não seria isolada dessa maneira.

43. Qual pontuação está correta na ordem direta, sem adjuntos deslocados ou orações intercaladas?

«A diretora apresentou, o plano aos professores.»
«A diretora, apresentou o plano aos professores.»
«A diretora apresentou o plano aos professores.»
«A diretora apresentou o plano, aos professores.»

«A diretora apresentou o plano aos professores.»

Explicação

Na ordem direta, não se separa por vírgula o sujeito do verbo nem o verbo de seus complementos; por isso, a frase está pontuada corretamente. A vírgula entre «apresentou» e «o plano» separaria indevidamente o verbo de seu complemento.

44. Em qual frase a vírgula é exigida pelo deslocamento de um adjunto adverbial?

Os pesquisadores revisaram os resultados à noite.
À noite, os pesquisadores revisaram os resultados.
Os pesquisadores e os técnicos revisaram os resultados.
Os pesquisadores revisaram os resultados e publicaram o relatório.

À noite, os pesquisadores revisaram os resultados.

Explicação

O adjunto adverbial «À noite» está deslocado para o início da frase e, nessa posição, deve ser separado por vírgula. Quando o adjunto aparece na ordem direta, como em «revisaram os resultados à noite», a vírgula é facultativa.

45. Qual pontuação distingue uma oração adjetiva explicativa de uma restritiva?

A restritiva fica entre vírgulas; a explicativa não é isolada por vírgulas.
Nenhuma das duas recebe vírgulas, pois ambas delimitam o substantivo antecedente.
As duas ficam entre vírgulas, pois ambas acrescentam informação sobre o antecedente.
A explicativa fica entre vírgulas; a restritiva não é isolada por vírgulas.

A explicativa fica entre vírgulas; a restritiva não é isolada por vírgulas.

Explicação

A oração adjetiva explicativa é separada por vírgulas, enquanto a restritiva não recebe essa pontuação e delimita o referente. Colocar vírgulas na restritiva pode alterar o sentido, em vez de apenas acrescentar uma explicação.

46. Em qual frase a vírgula está adequada à relação entre as orações coordenadas?

Queria sair começou a chover.
Queria sair nem começou a chover.
Queria sair, e começou a chover.
Queria sair, mas começou a chover.

Queria sair, mas começou a chover.

Explicação

A conjunção adversativa «mas» introduz uma oração coordenada que deve ser separada por vírgula. Já conjunções aditivas como «e» e «nem» geralmente não são precedidas por vírgula.

47. Qual alternativa pontua corretamente um aposto explicativo, um aposto especificativo e um vocativo?

A escritora Lúcia, chegou; a escritora, Lúcia, chegou; Lúcia venha aqui.
A escritora Lúcia chegou; a escritora, Lúcia chegou; Lúcia venha, aqui.
A escritora, Lúcia, chegou; a escritora Lúcia chegou; Lúcia, venha aqui.
A escritora, Lúcia chegou; a escritora Lúcia, chegou; Lúcia, venha aqui.

A escritora, Lúcia, chegou; a escritora Lúcia chegou; Lúcia, venha aqui.

Explicação

O aposto explicativo «Lúcia» é isolado por vírgulas, o especificativo identifica a escritora sem pontuação, e o vocativo é separado por vírgula. Pontuar o aposto especificativo como se fosse explicativo pode mudar a identificação do referente.

48. Na frase «É importante que os candidatos estudem», por que «é» fica na terceira pessoa do singular?

Porque todo verbo seguido de uma oração subordinada fica no singular.
Porque a oração «que os candidatos estudem» exerce a função de sujeito.
Porque «candidatos» é o núcleo do sujeito e está no plural.
Porque o sujeito da frase é indeterminado pela forma verbal.

Porque a oração «que os candidatos estudem» exerce a função de sujeito.

Explicação

Quando o sujeito é uma oração, o verbo da oração principal fica na terceira pessoa do singular; aqui, o sujeito é «que os candidatos estudem». A presença de «candidatos» no plural não faz desse substantivo o núcleo do sujeito de «é».

49. Qual concordância é possível em «A maioria dos estudantes ___ ao encontro»?

Compareceram ou comparecestes.
Compareceu ou comparecemos.
Compareceram ou comparecera.
Compareceu ou compareceram.

Compareceu ou compareceram.

Explicação

Com o partitivo especificado «A maioria dos estudantes», o verbo pode concordar com «maioria» no singular ou com o núcleo plural do adjunto, «estudantes». A concordância plural é permitida nesse contexto especificado, mas não transforma o partitivo no núcleo plural do sujeito.

50. Qual frase aplica corretamente a concordância com «haver» e «existir» no sentido de existência?

Havia várias vagas no edital, e existia oportunidades semelhantes.
Havia várias vagas no edital, e existiam oportunidades semelhantes.
Haviam várias vagas no edital, e existia oportunidades semelhantes.
Haviam várias vagas no edital, e existiam oportunidades semelhantes.

Havia várias vagas no edital, e existiam oportunidades semelhantes.

Explicação

«Haver», com sentido de existir, é impessoal e permanece no singular; «existir» concorda com o sujeito plural «oportunidades». A forma «haviam várias vagas» aplica equivocadamente ao verbo impessoal a concordância própria de «existir».

51. Ao converter «A equipe publicou os resultados» para a voz passiva, qual forma concorda corretamente com o sujeito paciente?

Os resultados foi publicados pela equipe.
Os resultados foram publicado pela equipe.
Os resultados foram publicados pela equipe.
Os resultados foi publicado pela equipe.

Os resultados foram publicados pela equipe.

Explicação

Na passiva analítica, «os resultados», objeto direto da frase ativa, torna-se sujeito paciente, e o verbo concorda com esse sujeito plural. A forma singular «foi» não concorda com «os resultados».

52. O que caracteriza a concordância nominal?

A relação de pontuação entre orações coordenadas e subordinadas.
A flexão dos advérbios para acompanhar o número dos substantivos.
A concordância de substantivos e pronomes em gênero e número com seus modificadores.
A concordância do verbo em pessoa e número com o núcleo do sujeito.

A concordância de substantivos e pronomes em gênero e número com seus modificadores.

Explicação

Na concordância nominal, substantivos e pronomes concordam em gênero e número com modificadores como adjetivos, artigos e numerais. A concordância verbal, por sua vez, trata da relação entre o verbo e o sujeito.

53. Na frase «Chegaram ao laboratório novas pesquisadoras e técnicos», com quais substantivos o adjetivo anteposto «novas» pode concordar?

Com nenhum dos substantivos, pois o adjetivo está anteposto.
Com os dois substantivos, «pesquisadoras» e «técnicos».
Apenas com o substantivo mais distante, «técnicos».
Apenas com o substantivo mais próximo, «pesquisadoras».

Apenas com o substantivo mais próximo, «pesquisadoras».

Explicação

Quando o adjetivo vem antes de dois ou mais substantivos, concorda apenas com o mais próximo; nesse exemplo, «novas» concorda com «pesquisadoras». A possibilidade de concordar com todos se aplica ao adjetivo posposto, não ao anteposto.

54. Em qual frase «bastante» funciona como advérbio e, por isso, permanece invariável?

As pesquisadoras receberam bastantes elogios pelo trabalho.
Foram apresentados bastantes argumentos na reunião.
Havia bastantes razões para revisar o relatório.
As pesquisadoras estavam bastante satisfeitas com o resultado.

As pesquisadoras estavam bastante satisfeitas com o resultado.

Explicação

Em «bastante satisfeitas», «bastante» equivale a «muito» e modifica o adjetivo «satisfeitas», funcionando como advérbio invariável. Nas demais frases, equivale a «muitos» ou «muitas» e acompanha substantivos, funcionando como adjetivo variável.

55. Na frase “A escritora cujo romance venceu o prêmio agradeceu ao júri”, qual é a função de “cujo”?

Indicar posse, concordando com “romance” e sem artigo antes do pronome.
Retomar “escritora” como objeto direto, concordando com esse substantivo.
Substituir “romance” como pronome relativo, exigindo artigo antes do termo.
Indicar posse, concordando com “escritora” e exigindo artigo depois do pronome.

Indicar posse, concordando com “romance” e sem artigo antes do pronome.

Explicação

“Cujo” estabelece uma relação de posse entre “escritora” e “romance” e concorda com o substantivo seguinte, sem ser precedido de artigo. A alternativa que faz o pronome concordar com “escritora” confunde o possuidor com o termo possuído.

56. O que a regência verbal determina na relação entre um verbo e seus complementos?

Se o verbo pode ser substituído por um adjetivo sem alterar a frase.
Se o complemento deve aparecer antes do verbo em uma oração subordinada.
Se o verbo concorda em gênero com o substantivo que funciona como sujeito.
Se o verbo exige uma preposição para que seu sentido seja completado.

Se o verbo exige uma preposição para que seu sentido seja completado.

Explicação

A regência verbal relaciona o verbo a seus complementos e determina se é necessária uma preposição para completar o sentido verbal. A concordância de gênero mencionada em outra alternativa não define a regência.

57. Em qual frase “aspirar” tem sentido de desejar e, por isso, rege a preposição “a”?

O atleta aspirou o ar antes de mergulhar na piscina.
O aparelho aspira a poeira acumulada no tapete.
A enfermeira aspirou o medicamento com uma seringa.
A candidata aspira ao cargo de diretora da escola.

A candidata aspira ao cargo de diretora da escola.

Explicação

Com o sentido de almejar, “aspirar” é transitivo indireto e exige a preposição “a”, como em “aspira ao cargo”. Nas demais frases, o verbo tem sentido de sugar ou inalar e é transitivo direto.

58. Qual frase usa “assistir” no sentido de residir, com a regência correspondente?

A pesquisadora assiste ao espetáculo no teatro municipal.
A pesquisadora assiste aos moradores por decisão judicial.
A pesquisadora assiste em Recife há vários anos.
A pesquisadora assiste a seus colegas durante o experimento.

A pesquisadora assiste em Recife há vários anos.

Explicação

No sentido de residir, “assistir” rege a preposição “em”, como em “assiste em Recife”. Na frase sobre o espetáculo, o verbo significa ver e exige “a”; no sentido de auxiliar, não exige preposição.

59. Em qual frase “precisar” significa necessitar e, portanto, é empregado com a preposição “de”?

A equipe conta com a colaboração de especialistas externos.
A equipe precisa a quantidade de material usada no projeto.
A equipe conta os resultados antes de apresentar o relatório.
A equipe precisa de mais tempo para concluir a pesquisa.

A equipe precisa de mais tempo para concluir a pesquisa.

Explicação

Com o sentido de necessitar, “precisar” é transitivo indireto e rege “de”, como em “precisa de mais tempo”. Já “precisar a quantidade” exemplifica o sentido de quantificar, que é transitivo direto.

60. Um viajante informa que partiu de Recife e chegou a Salvador. Como as preposições destacadas caracterizam os deslocamentos?

As duas indicam a origem, mas distinguem pontos de partida.
“De” indica o destino e “a” indica a origem do movimento.
As duas indicam o destino, mas distinguem meios de transporte.
“De” indica a origem e “a” indica o destino do movimento.

“De” indica a origem e “a” indica o destino do movimento.

Explicação

Com o verbo “chegar”, “de” pode indicar a origem, enquanto “a” indica o destino para o qual se dirige o movimento. A leitura que troca essas funções inverte a relação expressa na frase.

61. Qual par apresenta corretamente a diferença entre o uso pronominal e o não pronominal de “lembrar”?

“Lembrou-se matéria” é VTI sem preposição; “lembrou da matéria” é VTD com “de”.
“Lembrou-se da matéria” é VTD com “de”; “lembrou a matéria” é VTI sem preposição.
“Lembrou-se a matéria” é VTD com pronome; “lembrou da matéria” é VTI sem pronome.
“Lembrou-se da matéria” é VTI com “de”; “lembrou a matéria” é VTD sem preposição.

“Lembrou-se da matéria” é VTI com “de”; “lembrou a matéria” é VTD sem preposição.

Explicação

Na construção pronominal, “lembrar-se” rege “de”; sem pronome, “lembrar” é transitivo direto e recebe o complemento sem essa preposição. A alternativa que classifica “lembrar-se da matéria” como transitivo direto ignora a regência pronominal.

62. Qual afirmação descreve corretamente a regência e a voz passiva de “obedecer”?

Dispensa preposição e admite voz passiva por ser VTD.
Rege a preposição “a” e, apesar de ser VTI, admite voz passiva.
Rege a preposição “de” e, por ser VTI, não admite voz passiva.
Rege a preposição “com” e exige voz ativa por ser VTI.

Rege a preposição “a” e, apesar de ser VTI, admite voz passiva.

Explicação

“Obedecer” rege a preposição “a” e, embora seja transitivo indireto, admite construção passiva. A ideia de que todo verbo transitivo indireto fica excluído da voz passiva não se aplica a esse verbo.

63. Como se caracteriza a crase na construção “dirigiu-se à diretora”?

Pela contração da preposição “de” com o artigo definido feminino.
Pela fusão de um artigo feminino com um pronome demonstrativo masculino.
Pela junção de dois artigos femininos diante do substantivo.
Pela fusão da preposição “a” com o artigo definido feminino “a”.

Pela fusão da preposição “a” com o artigo definido feminino “a”.

Explicação

Em “à diretora”, a crase resulta da fusão da preposição “a”, exigida pela construção, com o artigo feminino “a”. Não se trata da junção de dois artigos, como propõe um dos distratores.

64. Um relatório afirma que a equipe obedeceu ___ norma interna. Por que se escreve “à norma”?

Porque “obedecer” exige “a”, mesmo quando o substantivo seguinte não admite artigo.
Porque “norma” exige a preposição “de” e também admite artigo feminino.
Porque “obedecer” exige “a” e “norma” admite o artigo feminino “a”.
Porque toda palavra feminina no singular deve receber crase nesse contexto.

Porque “obedecer” exige “a” e “norma” admite o artigo feminino “a”.

Explicação

“Obedecer” rege a preposição “a”, e “norma” admite o artigo feminino “a”; a fusão das duas formas torna obrigatória a crase. O fato de “norma” ser feminina, por si só, não basta para justificar o acento.

65. Qual conceito designa a conexão entre ideias e elementos de um texto por meio de recursos linguísticos?

Regência nominal, construída pela articulação lógica dos argumentos do texto.
Concordância textual, definida pela ligação entre parágrafos e contextos.
Coesão textual, construída com recursos como preposições, conjunções e pronomes.
Coerência textual, definida pelo emprego de pronomes para retomar substantivos.

Coesão textual, construída com recursos como preposições, conjunções e pronomes.

Explicação

Coesão é a conexão entre elementos do texto realizada por recursos linguísticos, como preposições, conjunções, advérbios e pronomes. Coerência, embora relacionada à organização textual, diz respeito à articulação lógica das ideias.

66. Um texto afirma: “Marta encontrou uma solução. Essa decisão surpreendeu a equipe.” Que mecanismo ocorre em “Essa decisão” e como ele se classifica?

Uma conexão de coesão sequencial, pois introduz uma nova etapa do argumento.
Uma relação de coerência, pois estabelece a lógica entre duas ideias do texto.
Uma anáfora da coesão referencial, pois retoma uma informação já apresentada.
Uma catáfora da coesão referencial, pois antecipa uma informação ainda não apresentada.

Uma anáfora da coesão referencial, pois retoma uma informação já apresentada.

Explicação

“Essa decisão” retoma a solução mencionada anteriormente, constituindo uma anáfora e um caso de coesão referencial. A catáfora faria o movimento inverso, antecipando uma informação que apareceria depois.

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O que é um fonema?

A menor unidade sonora capaz de distinguir palavras de uma língua.

O que é um dígrafo?

O encontro de duas letras que representa um único som.

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