★ Essencial
📌 No encontro consonantal perfeito, duas consoantes de sons independentes ficam na mesma sílaba; no imperfeito, ficam em sílabas separadas, mas vizinhas.
📌 Ditongo reúne uma semivogal e uma vogal na mesma sílaba, tritongo reúne uma vogal entre duas semivogais, e hiato reúne duas vogais em sílabas separadas.
Complementos
📌 Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em a, e ou o, inclusive no plural, e os terminados em ditongos abertos éu, éi ou oi.
Letra é o sinal escrito; fonema é o som ouvido.
★ Essencial
📌 A desinência nominal indica gênero e número; a desinência verbal pode indicar número e pessoa ou modo e tempo.
📌 Na composição por justaposição, os radicais se unem sem alteração fonética; na composição por aglutinação, ocorre supressão fonética nos radicais.
Complementos
Derivação acrescenta ou altera afixos; composição reúne radicais.
★ Essencial
📌 Usa-se hífen quando o prefixo termina com a mesma vogal que inicia a palavra seguinte ou quando a segunda palavra começa com h; com vogais diferentes, em geral, não se usa hífen.
📌 Quando prefixos como anti-, auto- ou contra- precedem palavra iniciada por r ou s, não se usa hífen e a consoante inicial é duplicada, como em antissocial e contrarregra.
Complementos
📌 Não se usa hífen depois de não e quase, nem com os prefixos pre-, re- e co- conforme os exemplos do material; usa-se hífen com pré-, pró-, pós- e ex-.
📌 Usa-se hífen com o prefixo mal quando a palavra seguinte começa por vogal ou h e com bem, ressalvadas formas como benfeitor, benfeito e benquisto.
★ Essencial
📌 O artigo definido determina o substantivo, enquanto o artigo indefinido o apresenta de forma inespecífica.
Complementos
📌 O substantivo concreto nomeia um ser de existência autônoma, material, espiritual, real ou imaginária, enquanto o substantivo abstrato nomeia ação, sentimento, qualidade ou estado dependente de outros seres.
★ Essencial
📌 Complementos nominais completam nomes, enquanto objetos diretos ou indiretos completam verbos; em “gosto de correr”, “de correr” completa o verbo, e em “medo de cachorro”, “de cachorro” completa o nome.
📌 Usa-se “para eu” quando o pronome é sujeito de um infinitivo, como em “para eu relaxar”, e “para mim” quando funciona como complemento, como em “difícil para mim”.
📌 Pronomes adjetivos acompanham um substantivo, enquanto pronomes substantivos o substituem.
Pronomes demonstrativos situam referentes no tempo, no espaço e no texto: “este” indica presente, proximidade do falante ou algo que será mencionado; “esse”, passado recente, proximidade do ouvinte ou algo já mencionado; “aquele”, distância ou referente mais distante.
Pronomes relativos retomam um antecedente e introduzem outra oração; “que” pode ser substituído por “o qual”, “a qual”, “os quais” ou “as quais”, e “cujo” indica posse e concorda com a coisa possuída.
Complementos
Este aponta para perto; aquele, para longe.
★ Essencial
A próclise é obrigatória, entre outros casos, após palavras negativas, pronomes relativos, indefinidos ou demonstrativos, em orações interrogativas ou exclamativas, após advérbios e conjunções subordinativas, e entre “em” e gerúndio.
A ênclise é usada com verbo no imperativo afirmativo, no início da oração ou no gerúndio sem a preposição “em”; a mesóclise é obrigatória com verbo no futuro do presente ou do pretérito que inicia oração ou vem após pausa.
📌 Conjunções integrantes introduzem orações substantivas, geralmente por “que” ou “se”, enquanto conjunções adverbiais estabelecem circunstâncias ou condições entre orações.
Complementos
📌 Em locuções com auxiliar e infinitivo ou gerúndio, sem palavra atrativa, o pronome pode aparecer antes do auxiliar, depois dele, antes do verbo principal ou depois dele; com palavra atrativa, a próclise ao auxiliar é obrigatória, embora também sejam possíveis posições junto ao verbo principal.
Próclise vem antes; ênclise, depois; mesóclise, no meio.
★ Essencial
📌 O radical contém a base do verbo, a vogal temática liga o radical à desinência, o tema reúne radical e vogal temática, e as desinências indicam pessoa, número, modo ou tempo.
📌 O modo indicativo apresenta ações como certas ou reais, o subjuntivo expressa dúvida, desejo, condição ou hipótese, e o imperativo expressa ordens, pedidos, conselhos ou instruções.
Complementos
📌 O pretérito mais-que-perfeito indica ação concluída antes de outra ação passada; o futuro do presente indica ação posterior ao momento atual, e o futuro do pretérito indica ação hipotética ou possível em relação a um ponto passado.
Radical + vogal temática formam o tema; desinências marcam pessoa, número, modo e tempo.
★ Essencial
Verbo transitivo direto exige complemento sem preposição, transitivo indireto exige complemento preposicionado, transitivo direto e indireto exige os dois, e intransitivo não exige complemento verbal.
“Haver” é impessoal e fica na terceira pessoa do singular quando significa “existir”, “ocorrer” ou “acontecer”; nesse uso, não há sujeito e o complemento é objeto direto.
Verbos regulares mantêm o radical na conjugação, verbos irregulares alteram-no parcialmente, e verbos anômalos apresentam alteração radical profunda, como “ir” e “ser”.
Na voz ativa, o sujeito pratica a ação; na passiva, o sujeito a recebe, e a passiva analítica forma-se com “ser” mais particípio, enquanto a sintética se forma com verbo transitivo direto mais “se”.
Complementos
📌 Na voz reflexiva, o sujeito pratica e sofre a ação; na voz recíproca, os sujeitos praticam a ação uns sobre os outros.
Na voz ativa, o sujeito age; na passiva, recebe a ação.
★ Essencial
No presente do indicativo, o verbo ir conjuga-se: eu vou, tu vais, ele vai, nós vamos, vós ides e eles vão.
O verbo pôr conjuga-se no presente do indicativo: eu ponho, tu pões, ele põe, nós pomos, vós pondes e eles põem.
O verbo intervir conjuga-se no presente do indicativo: eu intervenho, tu intervéns, ele intervém, nós intervimos, vós intervindes e eles intervêm.
📌 Os verbos derivados de pôr mantêm o padrão de conjugação de pôr, como mostram predispor, dispor e propor.
Complementos
Ir, pôr e intervir compartilham padrões; intervir segue a conjugação de vir.
O sujeito simples tem um núcleo, o sujeito composto tem dois ou mais núcleos e o sujeito oculto não está expresso, mas pode ser identificado pela oração.
O sujeito é indeterminado quando o verbo está na terceira pessoa do plural sem sujeito identificado ou quando se usa se com verbo intransitivo, transitivo indireto ou de ligação sem sujeito explícito ou oculto; nesse último caso, o verbo fica no singular.
Há oração sem sujeito com fenômenos da natureza e com haver impessoal no sentido de existir, ocorrer ou tempo decorrido; haver permanece no singular e, em locução verbal, torna impessoal o auxiliar.
O objeto direto completa verbo transitivo direto sem preposição necessária, enquanto o objeto indireto completa verbo transitivo indireto com preposição.
Complemento nominal liga-se a nome; adjunto adnominal determina um substantivo.
★ Essencial
O complemento nominal liga-se com preposição a substantivo abstrato paciente, adjetivo ou advérbio, enquanto o adjunto adnominal determina um substantivo e pode indicar agente, posse ou pertinência.
O predicativo do sujeito atribui uma característica ao sujeito e pode aparecer com verbo de ligação ou, em certas orações, sem ele; o predicativo do objeto caracteriza o objeto por meio de verbo transobjetivo.
O predicado nominal é formado por verbo de ligação e predicativo do sujeito, o verbal tem verbo nocional sem predicativo e o verbo-nominal combina verbo nocional com predicativo.
Complementos
📌 O aposto explicativo esclarece, enumera ou resume um termo e costuma ser isolado por pontuação, enquanto o aposto especificativo individualiza um termo genérico sem pontuação.
Coordenadas são independentes; subordinadas dependem de conectivos.
★ Essencial
Oração é uma frase com verbo, período simples contém uma oração e período composto contém duas ou mais orações.
Orações coordenadas têm sentido completo e não dependem sintaticamente de conectivos, enquanto orações subordinadas dependem sintaticamente de conectivos para estabelecer sentido.
A oração subordinada adjetiva explicativa acrescenta informação e é isolada por vírgulas, enquanto a restritiva limita o sentido do termo e não é isolada por vírgulas.
Na ordem direta, não se separa por vírgula o sujeito do verbo nem o verbo de seu complemento; adjuntos deslocados e orações intercaladas podem ser isolados por vírgulas.
Complementos
As conjunções coordenativas classificam-se em:
Orações reduzidas têm verbo no infinitivo, gerúndio ou particípio e não apresentam a conjunção que pode aparecer na oração desenvolvida correspondente.
★ Essencial
Adjuntos adverbiais e orações subordinadas adverbiais deslocados devem ser separados por vírgulas, enquanto a vírgula é facultativa quando aparecem na ordem direta.
Orações adjetivas explicativas são separadas por vírgulas, mas orações adjetivas restritivas não recebem vírgulas; retirar a pontuação pode alterar o sentido da frase.
Orações coordenadas assindéticas são separadas por vírgulas, e as sindéticas adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas também usam vírgula; conjunções aditivas como “e” e “nem” geralmente não são separadas por vírgula.
O aposto explicativo é isolado por pontuação, o aposto especificativo não recebe pontuação e o vocativo é separado dos demais termos por vírgula.
Complementos
📌 A vírgula antes de “e” é obrigatória no polissíndeto e pode ser usada para desfazer ambiguidade, separar sujeitos diferentes ou marcar uma oração adversativa; antes de “etc.”, seu uso é facultativo.
Restritiva sem vírgula; explicativa entre vírgulas.
★ Essencial
Com sujeito simples, o verbo concorda com o núcleo do sujeito; com sujeito oracional, o verbo fica na terceira pessoa do singular.
Com partitivos especificados e coletivos especificados seguidos de adjunto adnominal no plural, o verbo pode concordar com o núcleo do sujeito ou com o núcleo plural do adjunto; sem especificação, concorda com o sujeito.
O verbo “haver” com sentido de existir ou ocorrer é impessoal e fica na terceira pessoa do singular, inclusive como verbo principal de uma locução; “existir” e “ocorrer” concordam com o sujeito.
Na voz passiva, o objeto direto da voz ativa torna-se sujeito paciente, e o verbo concorda com esse sujeito, tanto na passiva analítica quanto na sintética.
Complementos
📌 Com “mais de um”, o verbo fica no singular, exceto quando expressa reciprocidade, caso em que fica no plural; com “ou”, a concordância é plural se houver inclusão e singular se houver exclusão.
📌 Com “quem”, o verbo pode concordar com o pronome na terceira pessoa do singular ou com seu antecedente; com “que”, pode concordar com o antecedente que o relativo retoma, desde que o sentido permaneça coerente.
Haver impessoal fica no singular; existir concorda com o sujeito.
★ Essencial
📌 Quando um adjetivo se refere a dois ou mais substantivos, pode concordar com o mais próximo ou com todos; se vier antes dos substantivos, concorda apenas com o mais próximo.
📌 “Bastante” é invariável quando funciona como advérbio e equivale a “muito”, mas varia quando funciona como adjetivo e equivale a “muitos” ou “muitas”.
Complementos
“Anexo” varia como adjetivo, enquanto a expressão “em anexo” é invariável.
“Meio” é invariável quando significa “mais ou menos” e funciona como advérbio, mas varia quando significa “metade” e funciona como adjetivo.
Expressões como “é bom”, “é necessário” e “é proibido” variam quando o sujeito feminino vem determinado e ficam invariáveis quando ele não está determinado.
Advérbio é invariável; adjetivo concorda com o substantivo.
★ Essencial
📌 “Aspirar” é transitivo direto quando significa sugar ou inalar e transitivo indireto, com preposição “a”, quando significa desejar ou almejar.
📌 “Assistir” exige a preposição “a” quando significa ver ou caber a alguém, a preposição “em” quando significa residir e não exige preposição quando significa ajudar ou auxiliar.
Complementos
📌 Quando um pronome relativo retoma um termo regido por preposição, a preposição exigida pelo verbo deve vir antes do pronome relativo, como em “o jogo a que assistimos”.
📌 “Chegar” é verbo intransitivo acompanhado de “a” para indicar destino e de “de” para indicar origem; pode ser transitivo indireto quando significa atingir um limite.
★ Essencial
A regência de vários verbos depende do sentido: contar no sentido de fazer uma conta é VTD, mas no sentido de confiar em alguém é VTI com de; precisar no sentido de necessitar é VTI com de, mas no sentido de quantificar é VTD.
Chegar é geralmente VI com a para indicar movimento em direção a um destino e com de para indicar origem; na ideia de limite, pode ser VTI, como em “chegou ao limite”.
Lembrar e esquecer são VTI com de quando usados como pronominais, mas são VTD sem pronome e sem a preposição de.
Obedecer e desobedecer são VTI com a e, embora sejam transitivos indiretos, admitem voz passiva.
Complementos
📌 Perdoar e pagar são VTD quando o complemento é uma coisa e VTI com a quando o complemento é uma pessoa; também podem ser bitransitivos.
O sentido do verbo muda a regência; o nome também pode exigir sua preposição.
📌 A crase é obrigatória quando um verbo ou nome exige a preposição a e o substantivo feminino seguinte admite o artigo a, como em “obedeceu à lei”.
📌 A coesão referencial liga elementos por referências, incluindo anáfora, que retoma informação já mencionada, e catáfora, que antecipa informação; a coesão sequencial conecta palavras, frases e parágrafos para dar continuidade ao texto.
Em relação ao texto, este, esta e isto podem apontar para o que será mencionado; esse, essa e isso retomam o que já foi mencionado; aquele, aquela e aquilo apontam para o antecedente mais distante.
Sentido denotativo é literal, objetivo e direto, enquanto sentido conotativo é subjetivo, emocional ou figurado e pode variar conforme o contexto.
Hiperônimo é um termo amplo que engloba uma categoria de palavras relacionadas, enquanto hipônimo é um termo específico incluído nessa categoria.
Homônimos têm grafia igual, pronúncia igual ou ambas, mas significados diferentes; homônimos perfeitos têm grafia e pronúncia iguais.
Na polissemia, uma palavra apresenta sentidos diferentes mantendo a mesma classe gramatical; nos homônimos perfeitos, palavras iguais na grafia e no som têm classes gramaticais diferentes.
Tipo textual é a forma de organização do texto, como narração, descrição, argumentação, exposição e injunção; gênero textual é uma categoria social de textos definida por contexto, finalidade e convenções, e é mais específica que o tipo.
O narrador personagem conta os eventos de sua perspectiva e tem conhecimento limitado; o narrador observador não participa da história e acompanha os acontecimentos de fora; o narrador onisciente conhece integralmente a história, os personagens e seus pensamentos.
O discurso direto reproduz a fala dos personagens; o indireto incorpora essa fala à narração em terceira pessoa; o indireto livre mistura fala e pensamento dos personagens à narrativa sem marcar explicitamente quem fala.
O texto dissertativo expositivo informa de forma objetiva e imparcial, enquanto o dissertativo argumentativo busca persuadir o leitor e defender uma tese com argumentos fundamentados.
A estrutura básica do texto dissertativo argumentativo é introdução, desenvolvimento e conclusão: a introdução contextualiza o tema e apresenta a tese, o desenvolvimento sustenta a tese com argumentos e a conclusão sintetiza os argumentos e reafirma a tese.
Compreensão analisa objetivamente informações explícitas no texto, enquanto interpretação extrai conclusões subjetivas a partir das ideias apresentadas e de sua conexão com informações externas ao texto.
A interpretação é subjetiva e infere conclusões a partir das ideias do texto, enquanto a compreensão analisa objetivamente as ideias explícitas nele.
A metáfora associa diretamente dois elementos por identidade ou semelhança, sem conectivo comparativo explícito, enquanto a comparação estabelece semelhança por conectivos como “como”, “feito”, “que nem” e “tal qual”.
A metonímia substitui uma palavra por outra associada por contiguidade, contexto ou relação de causa e efeito, como em “Li Machado de Assis”, que se refere à leitura de um livro do autor.
A+A: preposição a mais artigo a formam à.
Relações entre palavras
| Relação | Definição | Exemplo do texto |
|---|---|---|
| Sinônimos | Significados semelhantes | Feliz / alegre |
| Antônimos | Significados contrários | Amor / ódio |
| Hiperônimo e hipônimo | Categoria ampla e elemento específico | Animal / cachorro |
| Homônimos | Mesma pronúncia ou grafia, com significados diferentes | Acender / ascender |
Teste seu conhecimento sobre Morfologia e Sintaxe do Português com 66 perguntas de múltipla escolha com correções detalhadas.
1. Qual é a diferença entre fonema e letra?
2. Em uma palavra com dígrafo, o que ocorre entre as duas letras que o formam?
Memorize os conceitos chave de Morfologia e Sintaxe do Português com 93 flashcards interativos.
O que é um fonema?
A menor unidade sonora capaz de distinguir palavras de uma língua.
O que é um dígrafo?
O encontro de duas letras que representa um único som.
O que caracteriza um encontro consonantal perfeito?
Duas consoantes de sons independentes na mesma sílaba.
Importe seu curso e a IA gera fichas, quizzes e flashcards em 30 segundos.
Gerador de fichas