Quiz: Geodinâmica e Petrologia (18 perguntas)

Perguntas e respostas detalhadas

1. Que distinção caracteriza a Geodinâmica Interna em relação à Geodinâmica Externa?

Analisa sobretudo a composição química das camadas e a distribuição dos elementos.
Descreve a transferência de energia por ondas eletromagnéticas na superfície terrestre.
Estuda processos exógenos, como erosão, meteorização e transporte de materiais.
Estuda processos endógenos impulsionados pelo calor interior, como vulcanismo e sismicidade.

Estuda processos endógenos impulsionados pelo calor interior, como vulcanismo e sismicidade.

Explicação

A Geodinâmica Interna aborda processos endógenos impulsionados pelo calor do interior terrestre. A erosão e a meteorização são exemplos de processos exógenos estudados pela Geodinâmica Externa.

2. Quais são as duas fontes principais do calor interno da Terra?

O calor gerado pela atividade sísmica atual e a combustão de materiais no manto.
A energia das poeiras cósmicas captadas e a reflexão da radiação pela atmosfera.
A radiação solar absorvida pela superfície e a fricção provocada pelas marés oceânicas.
O calor primordial associado à acreção e diferenciação inicial e o decaimento radioativo de urânio, tório e potássio.

O calor primordial associado à acreção e diferenciação inicial e o decaimento radioativo de urânio, tório e potássio.

Explicação

O calor interno provém do calor primordial libertado durante o arrefecimento desde a acreção e diferenciação inicial, bem como do decaimento radioativo de certos elementos. A radiação solar aquece principalmente a superfície, não sendo uma das fontes principais do calor interno.

3. Uma equipa compara a transferência de calor na litosfera, no manto e à superfície: que associação está correta?

Radiação na litosfera, condução no manto e convecção dominante no balanço energético à superfície.
Convecção na litosfera, radiação no manto e condução dominante no balanço energético à superfície.
Condução na litosfera, convecção no manto e radiação dominante no balanço energético à superfície.
Condução na litosfera, radiação no manto e convecção dominante no balanço energético à superfície.

Condução na litosfera, convecção no manto e radiação dominante no balanço energético à superfície.

Explicação

A condução transfere calor sem deslocamento de matéria e domina na litosfera; a convecção envolve movimento de matéria no manto e núcleo, enquanto a radiação domina o balanço energético à superfície. A radiação não é o mecanismo de transferência de calor indicado como dominante no manto.

4. Durante a diferenciação gravítica da Terra primordial, como se distribuíram os materiais?

Os materiais menos densos afundaram-se para o centro, enquanto os mais densos ascenderam à superfície.
Os materiais mais densos afundaram-se para o centro, enquanto os menos densos ascenderam à superfície.
Os materiais mais densos concentraram-se na superfície, enquanto os menos densos formaram o centro.
Os materiais de diferentes densidades permaneceram misturados, sem formar regiões internas distintas.

Os materiais mais densos afundaram-se para o centro, enquanto os menos densos ascenderam à superfície.

Explicação

Na diferenciação gravítica, os materiais densos deslocaram-se para o centro e os menos densos ascenderam. A alternativa que coloca os materiais menos densos no centro inverte o processo de separação por densidade.

5. Qual elemento é o mais abundante na Terra em termos globais, segundo a sua abundância elementar relativa?

O ferro, com cerca de 35% da abundância elementar global.
O silício, com cerca de 15% da abundância elementar global.
O oxigénio, com cerca de 30% da abundância elementar global.
O magnésio, com cerca de 13% da abundância elementar global.

O ferro, com cerca de 35% da abundância elementar global.

Explicação

O ferro representa cerca de 35% da abundância elementar global da Terra, sendo o elemento mais abundante entre os indicados. O oxigénio também é abundante, mas corresponde a cerca de 30%.

6. Uma classificação divide a Terra em crusta silicatada, manto essencialmente peridotítico e núcleo sobretudo de ferro e níquel; que tipo de diferenciação está a ser usado?

Diferenciação reológica, que distingue camadas pelo seu comportamento físico.
Diferenciação composicional, que distingue camadas pela sua composição.
Diferenciação térmica, que distingue camadas pela forma como transferem calor.
Diferenciação gravítica, que distingue camadas pela direção do movimento dos materiais.

Diferenciação composicional, que distingue camadas pela sua composição.

Explicação

A diferenciação composicional organiza as camadas segundo os materiais que as constituem. A diferenciação reológica, ao contrário, considera propriedades físicas como rigidez e plasticidade.

7. Qual é o estado físico da endosfera externa e da endosfera interna, respetivamente?

Ambas são líquidas devido às elevadas temperaturas do núcleo.
A endosfera externa é líquida e a endosfera interna é sólida.
Ambas são sólidas devido às pressões existentes no interior terrestre.
A endosfera externa é sólida e a endosfera interna é líquida.

A endosfera externa é líquida e a endosfera interna é sólida.

Explicação

A endosfera externa é líquida, enquanto a endosfera interna é sólida devido às pressões extremamente elevadas. A ideia de que ambas são líquidas ignora o efeito da pressão sobre o estado da região interna.

8. Que combinação descreve melhor a origem e a composição essencial da atmosfera primitiva?

Formou-se pela precipitação de carbonatos e continha sobretudo azoto, oxigénio e vapor de água.
Formou-se por desgaseificação vulcânica e bombardeamento meteorítico, com vapor de água, dióxido de carbono, azoto e hidrogénio.
Resultou da nébula solar e era composta principalmente por oxigénio, ozono, vapor de água e metano.
Formou-se sobretudo pela fotossíntese, com oxigénio livre, ozono, azoto e dióxido de carbono.

Formou-se por desgaseificação vulcânica e bombardeamento meteorítico, com vapor de água, dióxido de carbono, azoto e hidrogénio.

Explicação

A atmosfera primitiva resultou da desgaseificação vulcânica e do bombardeamento meteorítico e continha essencialmente vapor de água, dióxido de carbono, azoto e hidrogénio. A acumulação de oxigénio livre está associada à ação posterior de organismos fotossintéticos.

9. Como contribuíram as cianobactérias para a transformação da terceira atmosfera?

Produziram dióxido de carbono e azoto, substituindo o vapor de água da atmosfera primitiva.
Acumularam oxigénio livre, favoreceram a formação de ozono e contribuíram para a precipitação de carbonatos.
Libertaram sobretudo hidrogénio e hélio, impedindo a retenção dos gases pela gravidade terrestre.
Consumiram oxigénio livre, reduziram a formação de ozono e dissolveram os carbonatos existentes.

Acumularam oxigénio livre, favoreceram a formação de ozono e contribuíram para a precipitação de carbonatos.

Explicação

A fotossíntese de organismos como as cianobactérias acumulou oxigénio livre, favoreceu a formação de ozono e contribuiu para a precipitação de carbonatos. A alternativa que lhes atribui o consumo de oxigénio inverte o papel descrito nesse processo.

10. Como foi estimada a idade da Terra em cerca de 4600 Ma?

Pela contagem das camadas sedimentares mais antigas e das crateras terrestres.
Por datação radiométrica de meteoritos primordiais e de amostras de rochas lunares.
Pela medição da taxa atual de erosão e da espessura total da crosta continental.
Pela comparação da composição atmosférica atual com a da atmosfera primitiva.

Por datação radiométrica de meteoritos primordiais e de amostras de rochas lunares.

Explicação

A estimativa de cerca de 4600 Ma baseia-se na datação radiométrica de meteoritos primordiais e de amostras de rochas lunares. A contagem de camadas sedimentares não é o método indicado para determinar essa idade.

11. Qual descrição distingue corretamente o ridge push do slab pull como motores da tectónica de placas?

O ridge push empurra a placa a partir da dorsal, enquanto o slab pull a puxa pela extremidade oceânica subductada.
O ridge push e o slab pull são forças gravitacionais que atuam apenas sobre a placa continental.
O ridge push resulta da convecção do manto, enquanto o slab pull corresponde ao movimento lateral entre placas.
O ridge push puxa a placa pela zona de subducção, enquanto o slab pull a empurra a partir da dorsal.

O ridge push empurra a placa a partir da dorsal, enquanto o slab pull a puxa pela extremidade oceânica subductada.

Explicação

O ridge push atua a partir da dorsal e o slab pull puxa a placa através da sua extremidade oceânica subductada, sendo este último a força motriz dominante. A opção que atribui ao ridge push a zona de subducção inverte a origem das duas forças.

12. Quando a extremidade de uma placa oceânica subductada arrefece e se torna mais densa do que o manto circundante, que efeito pode produzir?

Desliza pela pendente da dorsal e empurra a placa lateralmente.
Afunda e puxa o restante da placa oceânica.
Aquece e flutua, afastando a placa da zona de subducção.
Interrompe a convecção do manto e fixa a placa no lugar.

Afunda e puxa o restante da placa oceânica.

Explicação

No slab pull, a extremidade subductada arrefece, torna-se mais densa e afunda, puxando o restante da placa. Deslizar pela pendente da dorsal descreve o ridge push, não este processo.

13. Qual sequência representa o Ciclo de Wilson, cuja periodicidade típica é de 300 a 400 Ma?

Formação de rifte, arrefecimento, estiramento, subducção, abertura de bacia oceânica e precipitação de carbonatos.
Estiramento de um megacontinente, formação de rifte, abertura de bacia oceânica, precipitação de carbonatos, arrefecimento e subducção.
Abertura de bacia oceânica, precipitação de carbonatos, estiramento, subducção, formação de rifte e arrefecimento.
Estiramento de um megacontinente, subducção, formação de rifte, arrefecimento, precipitação de carbonatos e abertura de bacia oceânica.

Estiramento de um megacontinente, formação de rifte, abertura de bacia oceânica, precipitação de carbonatos, arrefecimento e subducção.

Explicação

O ciclo começa pelo estiramento do megacontinente e pela formação de um rifte, seguindo-se a abertura oceânica, a precipitação de carbonatos, o arrefecimento e a subducção. A alternativa que coloca a subducção antes da abertura da bacia altera a sequência descrita.

14. Ao comparar uma dorsal oceânica com uma falha transformante, que diferença ocorre na litosfera?

Na dorsal divergente cria-se nova crusta oceânica; na falha transformante as placas deslizam horizontalmente sem criar nem destruir litosfera.
Na dorsal divergente as placas deslizam horizontalmente sem alterar a litosfera; na falha transformante forma-se nova crusta oceânica.
Na dorsal divergente e na falha transformante cria-se nova litosfera, mas a velocidades diferentes.
Na dorsal divergente destrói-se litosfera por subducção; na falha transformante cria-se crusta oceânica por fusão.

Na dorsal divergente cria-se nova crusta oceânica; na falha transformante as placas deslizam horizontalmente sem criar nem destruir litosfera.

Explicação

Os limites divergentes, como as dorsais, criam nova crusta oceânica, enquanto os limites transformantes permitem deslizamento horizontal sem criação ou destruição de litosfera. A alternativa que atribui criação de crusta à falha transformante confunde-a com um limite divergente.

15. Qual conjunto de características define um mineral?

Sólido inorgânico produzido artificialmente, com composição definida e estrutura cristalina desordenada.
Sólido natural, inorgânico e homogéneo, com composição química definida e estrutura cristalina ordenada.
Sólido natural e orgânico, com composição química variável e estrutura cristalina ordenada.
Material natural homogéneo, sólido ou líquido, com composição química definida e estrutura cristalina ordenada.

Sólido natural, inorgânico e homogéneo, com composição química definida e estrutura cristalina ordenada.

Explicação

Um mineral é um sólido natural, inorgânico e homogéneo, com composição química definida e estrutura cristalina ordenada. Um material líquido, como o mercúrio elementar, não satisfaz a definição de mineral.

16. Ao identificar macroscopicamente um mineral, como se distingue a cor do traço?

A cor revela a atração por um íman, enquanto o traço indica a orientação dos planos de clivagem.
A cor observa-se numa fratura fresca, enquanto o traço é a cor do pó deixado em porcelana não vidrada.
A cor determina-se pela resistência à risca, enquanto o traço corresponde à facilidade de clivagem.
A cor é a tonalidade do pó em porcelana não vidrada, enquanto o traço se observa numa fratura fresca.

A cor observa-se numa fratura fresca, enquanto o traço é a cor do pó deixado em porcelana não vidrada.

Explicação

A cor é observada numa fratura fresca do mineral, enquanto o traço corresponde à cor do pó obtido em porcelana não vidrada. A alternativa que troca essas definições confunde duas propriedades diagnósticas distintas.

17. À medida que um magma arrefece e cristalizam ferromagnesianos e plagioclásios, que alteração ocorre no líquido residual?

Mantém a composição inicial, pois os cristais não alteram o líquido.
Fica enriquecido nesses elementos e relativamente empobrecido em sílica.
Perde sílica e passa a concentrar sobretudo ferro e magnésio.
Fica empobrecido nesses elementos e relativamente enriquecido em sílica.

Fica empobrecido nesses elementos e relativamente enriquecido em sílica.

Explicação

A cristalização de ferromagnesianos e plagioclásios retira elementos do líquido e deixa a sílica relativamente mais concentrada no magma residual. A ideia de que o líquido se enriquece nos elementos incorporados pelos cristais inverte esse processo de diferenciação.

18. Numa sequência de cristalização de plagioclásios, que relação entre composição e temperatura distingue anortite de albite?

A anortite é cálcica e cristaliza a alta temperatura; a albite é sódica e cristaliza a baixa temperatura.
A anortite é sódica e cristaliza a alta temperatura; a albite é cálcica e cristaliza a baixa temperatura.
A anortite e a albite são sódicas, mas a anortite cristaliza a temperatura mais baixa.
A anortite é cálcica e cristaliza a baixa temperatura; a albite é sódica e cristaliza a alta temperatura.

A anortite é cálcica e cristaliza a alta temperatura; a albite é sódica e cristaliza a baixa temperatura.

Explicação

A anortite, rica em cálcio, cristaliza a temperaturas mais altas, enquanto a albite, rica em sódio, cristaliza a temperaturas mais baixas. A inversão das temperaturas mantém as composições corretas, mas atribui a cada mineral a condição térmica errada.

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Que processos estuda a Geodinâmica Interna?

Processos endógenos impulsionados pelo calor interior, como vulcanismo e atividade sísmica.

Que processos estuda a Geodinâmica Externa?

Processos exógenos, como erosão, meteorização e transporte.

Que fontes originam o calor interno terrestre?

O calor primordial e o decaimento radioativo de urânio, tório e potássio.

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